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O REFLORESTAMENTO

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O Brasil é um dos principais países do mundo em termos de área florestal. Da área total do território nacional, de acordo com Buainaim e Batalha (2007) estima-se que 56% são cobertos por florestas naturais, 0,5% por florestas plantadas e o restante por outros usos como agricultura, pecuária, áreas urbanas e infra-estrutura.

 

A importância econômica deste setor é enfatizada pela posição do setor florestal brasileiro que exerce um preponderante papel na economia nacional, movimentando US$ 20 bilhões (4% do PIB nacional) e gera dois milhões de empregos diretos. Em relação às exportações, o setor proporciona divisas da ordem de US$ 4,5 bilhões, o correspondente a 8% de tudo o que o país exporta.

 

No Estado do Pará, a madeira é um produto de extrema importância na economia rural fortalecido pela sua vocação eminentemente florestal, já demonstrado em inúmeras publicações de instituições florestais (Lentini et al, 2005; Veríssimo et al, 2002; Scolforo, 1998). No entanto, essa relação de utilização da madeira, em parte, foi realizada de maneira indevida, com atividades de exploração ilegal, impulsionados por práticas que não priorizam a sustentabilidade, pela falta de políticas públicas coerentes e ainda, pela ineficácia de instituições de fiscalização e controle, resultando em perdas visíveis ao meio ambiente a ao setor florestal, resultando no esgotamento dos recursos florestais, e a conversão de grandes áreas em áreas degradadas.

 

Nesse contexto, o reflorestamento surge para atuar na recuperação das áreas abertas, no Estado do Pará são atualmente mais de vinte milhões de hectares alterados e ou degradados, suprindo o mercado consumidor com madeira de boa qualidade. A região de Paragominas possui atualmente cerca de 40 milhões de árvores plantadas, sendo espécies exóticas como o Eucalipto (Eucaliptus sp.) e nativas da Amazônia como o Paricá (Schizolobium amazonicum). O desenvolvimento dessa atividade encontra condições extremamente favoráveis na região, criando possibilidades para os diferentes objetivos dos segmentos industriais.

 

No entanto, há vários desafios para que essa atividade se consolide e consiga desenvolver o Estado. Desafios esses que precisam do esforço conjunto dos diferentes envolvidos, governos municipal, estadual e federal, iniciativa privada, instituições de pesquisa e educação, além da sociedade civil organizada.

 

 

 

 

 

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